Mulher vira ‘tropa de choque’ do ex-técnico da seleção
Domingo, 22 Outubro de 2000, 02h05
São Paulo - Wanderley Luxemburgo só não desabou de vez com tanta pressão graças a uma pessoa. Companheira há 28 anos, sua mulher Josefa enfrenta qualquer briga por ele. Até com exagero. Como quando fez um gesto obsceno a um câmera de televisão que também vaiava o seu marido no desembarque da OlimpÃada.
"Ela é uma leoa. Me defende mesmo. A Jô foi fundamental nesse perÃodo. As acusações eram as mais baixas possÃveis e ela me apoiou, acreditou em mim.
Ela me ajudou muito a manter o equilÃbrio neste perÃodo crÃtico", confessa Luxemburgo.
Jô é muito discreta. Não gosta de dar entrevistas. Pelo contrário. Mas não admite o `desrespeito' com que trataram seu marido.
"Olha, não pode mexer com o Wanderley que eu defendo mesmo. Se as crÃticas ficassem no aspecto esportivo, não haveria problema. Mas quando começam a misturar as coisas e fazer do meu marido o responsável por tudo de errado que acontece no futebol brasileiro, eu tenho de me manifestar. Naquele dia no aeroporto de Cumbica fiz aquele gesto porque vi um câmera filmando o Wanderley e gritando ao mesmo tempo "burro", "burro" e outras coisas. Então não agüentei. Comecei a xingá-lo e fiz o gesto obsceno. Não gosto dessas coisas, mas aquele sujeito mereceu."
O apoio de Jô foi importantÃssimo até porque Renata Alves jura ter sido amante do ex-treinador da Seleção Brasileira por três anos. "Isso é uma grande sacanagem. Se eu não tivesse uma famÃlia estruturada, que acredita em mim, minha vida teria sido virada do avesso. Nunca tive nada com aquela mulher. Pelo contrário. Ela está apenas tentando me afundar de todos as maneiras. E não vai conseguir. No meu lado pessoal estou mais do que tranqüilo. A Jô me conhece, me apoia e confia demais em mim. Essas bobagens que ela está falando não resultarão em nada."
Wanderley conheceu Jô há 28 anos. O namoro durou apenas um mês, casaram-se em seguida. Eles tiveram três filhas que acompanham o pai em todas as ocasiões. "Eu acredito que a famÃlia é fundamental para dar estrutura a um homem. Principalmente no mundo do futebol. São viagens e concentrações seguidas. Quase não há tempo para dedicar à famÃlia. Isso é ruim. Mas a Jô me ajudou a administrar de uma maneira muito boa. Conseguimos criar bem nossas filhas. Todas elas estão em faculdades. Estamos muito felizes."
Se não fosse por Jô, a vida profissional de Wanderley Luxemburgo estaria ainda mais problemática. "Graças a Deus ela guardou todos os meus documentos. Meus cheques. Graça a Jô posso brigar com tanta força na Justiça. Se não tivesse guardado, seria impossÃvel provar minha inocência em tantas acusações bem articuladas. Documentos nunca foram o meu forte, santa Jô", brinca o treinador.
Caso Jô definisse o futuro imediato de Wanderley, os dois viajariam para o Exterior. "Precisamos descansar um pouco. Foram coisas muito ruins que aconteceram em seguida. Adoraria poder viajar um pouco com o Wanderley. Mas não sei, não. Do jeito que ele gosta e acompanha futebol, não conseguirá ficar muito longe dos campos. É bem possÃvel que as nossas férias fiquem adiadas", diz a esposa, sentindo não estar distante a possibilidade de Luxemburgo trabalhar imediatamente.
Jô tem um comportamento completamente diferente do de Elsa, mulher de Antônio Lopes que chega a anotar esquemas táticos de times e os repassa ao marido, falando sobre os pontos fortes e fracos dos adversários. "De futebol, o Wanderley cuida. Minha função é cuidar da casa, das meninas e das contas. E principalmente estar ao lado dele em qualquer situação", resume a `leoa".
Jornal da Tarde
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