Rio - Seja qual for a decisão tomada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) no início da noite desta terça-feira sobre o destino da final da Copa João Havelange, uma nova discussão fora das quatro linhas pode ser iniciada. Pelo menos, este é o pensamento do jurista Valed Perry, que confirmou o que seu colega Marcílio Krieger disse na segunda-feira.
Segundo eles, os dirigentes de Vasco ou São Caetano poderão recorrer do que for decidido.
"O fato de a decisão estar nas mãos do STJD abre espaço para que um dos clubes recorra à Justiça comum, já que uma instância foi suprimida", disse Perry.
Para os juristas, o caso deveria ter passado antes pela Comissão Disciplinar do STJD, que julgaria o futuro da Copa JH, depois dos incidentes na segunda partida da final, entre Vasco e São Caetano. Parte do alambrado do Estádio de São Januário cedeu, interrompendo o jogo aos 23min do primeiro tempo.
"Eu já alertei João Zanforlim e não sei porque ele pretende acatar a decisão do STJD sem protestos. Isso é irregular", afirmou Krieger, referindo-se ao advogado do São Caetano.